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Entrevista completa traduzida: Katy em conversas com Delilah

 
KATY PERRY: Oi, Delilah!
DELILAH: Oi, senhorita Katy Perry!
KP: Estou tão feliz. Isso é como a realização de um sonho de infância. Quero dizer, eu estive na costa [da Califórnia] por tantas vezes, meus pais me levavam para a costa várias vezes ouvindo a sua voz.
D: Comigo no telefone está a maravilhosamente talentosa, incrivelmente bem-sucedida, com milhares de fãs e seguidores em suas plataformas sociais e, céus! Como ela fica bem montada em um tigre.
KP: Obrigada, mas também um ser humano normal.
D: Isso que é mais importante. Você sabe, a gravadora e todas as pessoas que produzem todos esses fatos sobre….
KP: Não…
D: Você é incrivelmente bem-sucedida, mas eu amo o fato de toda vez que te vejo, em qualquer show ou qualquer coisa, você parece tão pé no chão e verdadeira.
KP: Bom, eu sempre dou um passo de cada vez, como todo mundo, e eu não posso voar. Então eu acho que todos esses lembretes, você sabe, me nivelam todos os dias, mas acho que tenho um dom e eu adoro usá-lo e adoro compartilhar isso. Adoro fazer as pessoas felizes. Eu acho que isso faz as pessoas felizes e me deixa feliz poder fazer outras pessoas felizes, mas eu realmente me sinto muito humilde e às vezes fico completamente surpresa com tudo isso. Não surpresa, porque eu trabalhei realmente duro para conseguir isso, mas sou muito grata, entende?
D: Bom, você realmente trabalha muito duro e agora você tem um novo álbum e vai sair em turnê em Setembro.
KP: Eu tenho! Tenho uma turnê que começará nos Estados Unidos, dia 7 de setembro, vai passar por todo o país, você pode conferir as datas da turnê no katyperry.com. Vai ser um show realmente muito divertido, é sempre uma experiência única quando você vem para um dos meus shows, será algo muito especial, não apenas uma roupa ou um cenário, será como um dos meus heróis, Walt Disney, que traz toda a diferença do mundo real para uma arena, então será super divertido.
D: Então, o álbum é o Witness e nós começamos a tocar uma música dele algumas semanas atrás. Jane me enviou e disse “ouça”. Eu tenho uma relação maravilhosa, com um homem maravilhoso e eu me casei e o amo profundamente, mas antes de tudo isso, eu estava em uma situação, digamos assim, e ela me enviou o single” Save As Draft”, e me disse que eu precisava ouvir essa música e eu escutei e eu ficava “ai meu Deus, quantas vezes eu fiz isso?” Você lida com as palavras, você escreve em uma carta o que você vai dizer, como vai dizer isso, para que finalmente entenda o quanto você o ama e tudo funciona.
KP: Eu sei e eu já estive nesse ciclo antes em um relacionamento e isso meio que reinicia o relacionamento. Há várias vezes que você pode “reiniciar” o relacionamento, ou quer, ou deve, mas às vezes tudo que você precisa é apenas escrever e nunca enviar. É apenas um exercício. Você não deve apertar o botão de enviar. É como uma lição de autocontrole.
D: Quer saber? É para isso que servem os melhores amigos.
KP: Sim, você realmente manda para os seus melhores amigos.
D: Minha produtora, Jane, tem sido minha melhor amiga por quase 30 anos e ela me conhece por dentro e verdadeiramente, e eu falo sério, porque ela fez parte até do nascimento dos meus dois filhos biológicos. Porém nós temos um pacto, você não envia até mostrar para sua melhor amiga.
KP: Exatamente. Eu gosto de escrever e depois guardar, porque, para mim, minhas emoções ficam muito elevadas durante a noite, eu não sei como é para os outros, mas então na manhã seguinte ao acordar, eu leio e penso “estou tão feliz que eu não enviei isso”. Então eu sei que posso passar por outro dia sem essa situação.
D: E quando chega à noite, é por isso que meu programa é um sucesso.
KP: Sim, a propósito, eu tenho escutado seu programa durante toda a minha vida e sua voz é tão reconfortante, acho que todo mundo sente uma fé em você e muitos motoristas na costa de Los Angeles para Santa Bárbara, viajam ouvindo você falar, então você é como um remédio, por isso eu agradeço tudo o que você faz e como se mantém calma.
D: Obrigada! Mas você sabe que é verdade sobre as nossas emoções serem elevadas a noite. A noite é quando tudo começa, os vícios, os distúrbios… As pessoas que tem asma, é quando as reações asmáticas começam. Então esse é um dos motivos que Deus me mantém aqui pela noite, porque é quando os monstros saem debaixo das camas e você “pressiona o botão de enviar”.
KP: Bom, fico feliz por você.
D: Sério, parte da sua missão – isso é apenas uma suposição que fiz ao ouvir suas músicas do novo álbum – é ajudar as pessoas a se darem conta de como elas estão no poder e como são abençoadas. Estou lendo as letras e devorando-as. E eu preciso te perguntar isso: As letras de algumas das suas músicas falam sobre como você teve que lutar pelo direito de ser você de verdade?
KP: Sim, autenticidade.
D: Então eu vou te perguntar; que situações você já viveu, para as pessoas que estão ouvindo entendam, que agora te fazem olhar para trás e falar graças a Deus eu fui verdadeira comigo, graças a Deus eu não deixei eles me manipularem, ou roubarem minha essência, ou mudarem quem sou?
KP: Eu acho que é toda a interação da mídia hoje em dia, parece coisa pouca, mas eu acho que é um grande exercício sair das suas redes sociais, porque as pessoas parecem querer tirar foto de tudo, parecer melhor, ou sair fabuloso, ou manter as aparências. Isso não é real e está fazendo com que todos fiquem realmente solitários e desconectados. Eles acham que estão conectados, porque estão ganhando curtidas e comentários, mas eu gosto de encorajar as pessoas a largarem os celulares e realmente interagirem com sua comunidade, com seus amigos, ou tentar fazer uma caminhada e deixar o celular no carro. Socializar, mas não socializar pela internet, porque nós pensamos que estamos ficando atualizados e criamos essa realidade que nunca vamos conseguir alcançar, essa ideia de perfeição. Eu acho que isso faz com que os mais jovens, principalmente as meninas mais jovens, se sintam mais inseguras do que nunca. Eu tive uma experiência que durou 4 dias sobre a vida e mostrei no YouTube. Mostrei o lado bom, mas também os ciclos ruins, o lado feio da vida. As pessoas pensam que estrelas do pop ou atores de Hollywood são perfeitos, mas eles realmente não são. Eles são apenas normais e eu não quero ser perfeita, não quero me gabar sobre nada. Eu acho que existe beleza e perfeição, mas eu quero encorajar que está tudo bem em ser imperfeito. Eu acho que as redes sociais são um lugar meio obscuro para os mais jovens.
D: Eu acho que é um lugar tão obscuro.
KP: Apesar de eu ter 100 milhões de seguidores no Twitter, o que é hilário, eu sempre digo isso, mas eu entro lá e é como se várias pessoas estivessem discutindo e não conversando umas com as outras, eles estão falando dos outros. Você entra lá, faz uma declaração e discute com as pessoas, mas você diria isso para aquelas pessoas quando as conhecesse? Você diria isso na cara delas? Nós adquirimos um rosto ininteligível quando estamos online, o que é realmente estranho, então eu estou encorajando as comunidades a fazerem mais coisas, como isso que tenho com o Boys & Girls Club of America. Por todo os Estados Unidos durante a minha turnê, meus fãs terão a oportunidade de, ao invés de comprar os ingressos, ganhá-los através de voluntariados, onde eles doam para o Boys & Girls Club, porque eles acreditam que as crianças lá são o futuro. E elas são! Aquelas crianças, mesmo tão pequenas, tem a oportunidade de aprender a coisa certa, o jeito certo de fazer as coisas para que possam ter um futuro melhor. As pessoas vivem me dizendo “entre mais no Instagram” e eu digo “estou fora!”, eu posto, mas você sabe…
D: Eu quero falar um pouquinho mais sobre o Boys & Girls Club, porque os fãs não apenas poderão ganhar ingressos, mas 1 dólar de cada ingresso vendido na Witness Tour será doado ao Boys & Girls Club local, certo?
KP: Com certeza.
D: Isso é maravilhoso! Obrigada!
KP: É, quero dizer, é algo que tem mais de 150 anos, é confiável. Acho que as pessoas esquecem de que há sempre um Boys & Girls Club por perto, para todo mundo, e que eles podem participar lá, sabe? Eles não precisam começar uma nova organização, se fizerem isso é ótimo também, mas acredito que muitas pessoas agora pensam “já fiz minha doação, como posso realmente doar meu tempo, minha energia, ter uma interação de verdade com alguém? Como posso tocar o coração de alguém e aprender? Não quero mais clicar apenas um botão na internet para doar, quero sair e poder fazer isso por mim mesmo”. Minha missão agora é essa, eu tenho aquele sentimento de querer mudar o mundo e eu sei que atraio muito atenção para isso e tenho vantagens e privilégios, etc. Mas se eu não conseguir nem mudar eu mesma, como posso mudar o mundo? Ou se não conseguir nem tocar as pessoas com quem trabalho no dia-a-dia, como posso mudar o mundo? Ou até, vivendo em Los Angeles, às vezes pensamos “quero mudar o mundo, ir para lugares diferentes fazer isso” mas as coisas em Los Angeles estão mais loucas do que nunca, se você virar em uma rua errada no centro da cidade, parece um campo de refugiados…E eu penso, espere, talvez eu tenha que começar ajudando minha própria vizinhança, minha própria comunidade.
D: O Boys & Girls Club é uma ótima maneira de fazer isso, pois, como você disse, eles são confiáveis, fazem isso há muito tempo e o bem que eles fazem transforma vidas. Se você conseguir ajudar uma criança de 8-10 anos e dar a ela um suporte, uma noção de família, para que eles não entrem para gangues, não começe a usar drogas ou álcool aos 12-15 anos, não começem a desrespeitar seus corpos… Você não apenas causa um impacto nessas crianças, você salva a vida deles.
KP: Sim, eu concordo com você! E esse vai ser meu propósito nessa turnê – na Witness Tour – ver as pessoas, testemunhá-las, ouvir suas histórias, me conectar com elas e ajudá-las, encorajá-las de todas as formas que eu puder. Seja estando ali fisicamente ou ouví-las, dar a elas um momento especial… Sabe, fazer com que elas sintam que existem por uma razão, que são especiais, que tem um propósito, um encorajamento completo! Eu estou muito animada, eu vou às unidades do Boys & Girls Club por todos os Estados Unidos e quero aprender muito com a fase em que o país está agora e conhecendo pessoas novas e me conectando a elas, esse é meu objetivo nessa turnê.
D: A música que estávamos tocando agora é divertida e maravilhosa e muito útil, foi a música que mais me tocou pessoalmente quando eu ouvia o novo álbum. É Witness.
KP: Que ótimo!
D: Ela diz tudo, para mim, é toda a filosofia e fé que tenho na vida traduzida em algumas palavras, lindamente! Obrigada por isso.
KP: Nós todos temos que estar conectados, isso é o que buscamos tanto. No final das contas, queremos apenas ser vistos, estar conectados, nos sentir amados, sentir que realmente existimos. E fazemos de tudo para isso, trabalhamos duro, tentamos ganhar o máximo de dinheiro possível, para sermos vistos, para estarmos conectados! Talvez apenas com um indivíduo, quando deitamos a cabeça no travesseiro de noite, nós só queremos nos conectar a essa pessoa. Sabe, acho que é bem simples assim. Conexão humana é a razão pela qual estamos aqui.
D: Eu conheci um pastor que deu um discurso, provavelmente 30-40 anos atrás, ele nem deve se lembrar, porque eu o lembrei disso algumas vezes, seu nome é Mike McCorkle e sua mensagem tinha duas partes, a primeira parte dizia “quando eu morrer – ele dizia – eu acredito que quando eu estiver frente a frente com meu criador ele me fará duas perguntas, número 1: o que você fez comigo enquanto estava vivo? E número 2: o que você fez com cada pessoa que coloquei em seu caminho para se conectar a você?”. Então, a primeira parte das conversas era sobre “o que você fez comigo? Você tinha um espaço em seu coração para mim? Você acreditava em mim?” e a segunda parte era “o que você fez com as pessoas que coloquei em seu caminho?” e ele dizia “as pessoas não são colocadas em seu caminho por acaso”, a pessoa que está sentada ao seu lado no avião não está ali por acaso e enquanto ele falava sobre isso eu via que aquilo me mudou de uma forma, de forma que eu percebi que meu propósito é compartilhar amor com as pessoas que Deus coloca em minha vida.
KP: Com certeza. Tudo o que você pode fazer é ser gentil, sempre, em qualquer circustância. Apenas seja gentil.
D: E como eu disse, quando eu ouvi Witness e li a letra, eu pensei “ela resumiu tudo isso em 3 minutos e meio!” Lindamente!
KP: Obrigada, obrigada!
D: Não, eu que agradeço.
KP: Eu acho que não importa se você é outra pessoa ou Katy Perry, só queremos estar conectados. Sabe…Não importa se você tem tudo ou não tem nada, só queremos nos conectar.
D: Bom, você está conectada aos meus ouvintes e você sabe disso. Quero dizer, de uma maneira muito forte!
KP: Obrigada. Eu agradeço por vocês estarem tocando “Save As Draft” e sei que todo mundo se identifica com essa, porque todos já estivemos nessa situação, todos nós já quisemos enviar aquela mensagem ou de fato enviamos e percebemos que teríamos que lidar com aquilo. Ou um email, uma carta…Então, as vezes o melhor a se fazer é dormir primeiro.
D: O verso que achei muito engraçado foi aquele que diz “I don’t f*** with change, but lately I’ve been flipping coins a lot”. Quantas vezes eu já fiz isso! Sabe, se cair “cara” na moeda significa que eu devo ligar para ele, isso é o que significa. Não! Não! Não!
KP: Pois é, eu sei, por que você não ouve apenas o sinal verde, amarelo ou vermelho que está em seu coração, né? Se todos ouvíssemos mais isso, estaríamos em uma situação melhor.
D: Sim, estaríamos.
KP: Esse é o original “tirar a sorte na moeda”.
D: Mas nós não fazemos isso, porque somos bobos e quando se ama, o coração que manda.
KP: Sim, eu entendo…
D: Obrigada por passar tanto tempo conosco! Antes de desligar, eu preciso te dizer que Shayla, Angel, Blessing, Clara, Eva, Zack, TK e todos os meus filhos te adoram.
KP: Meu deus! São todos os nomes deles? Isso é incrível! Amo esses nomes, talvez eu pegue alguns emprestados.
D: Ok, está pronta?
KP: Sim!
D: Lenica, Isah, Eugene, Teresa, Emmanuel Demetrius, Trade Jerome, Angel Mercy, Brigit Lucky, Shayla Maria, Zacharias Miguel, Thomas Carlton, Blessing, Princess, Clara Bell, Delilah (minha xará) e agora o bebê, Paul.
KP: Qual o significado de “Delilah”?
D: Ah, nem queira saber…
KP: Eu quero saber!
D: Significa “sedutora do mal”.
KP: DELILAH! Ai meu deus! Bom, Katheryn significa “pura”.
D: Lembra da história bíblica de Sansão e Dalila, como ela o enganou?
KP: Claro! Você cortou o cabelo dele!
D: Cortei o cabelo dele.
KP: Ah meu deus, Delilah!
D: Eu tenho que conviver com isso por anos!
KP: Sim! Você percorreu um longo caminho…E você está reescrevendo sua história, obviamente.
D: Não estamos todos fazendo isso? Graças a Deus temos segundas, terceiras, quintas chances…Ou eu estaria morta.
KP: Eu amo acordar toda manhã me lembrando disso, que não importa o que aconteceu ontem, posso recomeçar hoje. Posso tomar uma decisão, fazer uma escolha, ter atitudes mais positivas, deixar as coisas pra lá, não preciso fazer o que eu não quiser. Posso fazer escolhas melhores, começando agora! Adoro as manhãs, por causa disso.
D: Obrigada, Katy Perry, pelo tempo conosco e obrigada por sua paixão pela música, pelo amor e por fazer as coisas com honestidade.
KP: Obrigada, Delilah. Deus a abençoe.
 

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