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Entrevista traduzida: Katy Perry para o Clarin Argentino

As coisas não foram ruins para a garota chamada Katy Hudson, que saiu de Santa Bárbara para Los Angeles aos 17 anos para se dedicar a música com o nome artístico Katy Perry.

Hoje, é uma estrela que passou uma década levantando as apostas a cada álbum e turnê lançados, deixando marcos no céu do pop como ‘I Kissed A Girl’, ‘Hot N Cold’, ‘Firework’ e ‘Roar’, cada um com um refrão que uma geração inteira sabe de cor.

No twitter é a pessoa mais popular do planeta, com mais de 109 milhões de seguidores. Ela é uma embaixadora da boa vontade da Unicef, apoia várias causa de solidariedade, define-se como feminista e é uma ativista que trabalhou para  a campanha presidencial de Hillary Clinton.

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Seu último trabalho é chamado “Witness” e o lançamento contou com um programa especial no Youtube que durou quatro dias inteiros, com transmissão 24 horas onde você pode ver ela fazendo yoga, análise, e conversando com personalidades de todos os tipos.

Agora ela terminou a leg norte-americana da sua nova turnê mundial, e depois de um mês de descanso (de performances pelo menos), ela volta à ação em março, chegando a Pista Atlética, em Santiago no dia 8 de março.

– Como você sabe, há muita expectativa para vê-la ao vivo na Argentina.

Sim. Estou muito animada para ir lá novamente, porque da última vez que eu estive lá me senti realmente doente e não pude aproveitar a visita. Mas, consegui superar aquele momento ruim e dar o show. Dessa vez, espero desfrutar mais do que Buenos Aires tem a oferecer, finalmente. Toda essa turnê é sobre evolução, minha evolução. Os fãs que tinham 13 anos quando comecei agora tem mais de 20 anos, então também era hora de eu crescer. O show ainda é muito divertido, mas também é mais maduro. Eu quero que o show pareça sexy e inteligente ao mesmo tempo. 

– Qual parte você mais gosta nos seus shows?

Eu gosto de muitas coisas. Eu gosto de ver os rostos dos fãs de perto. Eu gosto de descobrir quão forte uma canção pode ser cantada. Eu gosto de ver os figurinos que estão usando para ir ao show. Gosto de conhecer as áreas próximas dos estádios e experimentar a comida local. Gosto de aprender e ser capaz de me educar sobre a cultura local e desfrutar tudo que é excitante em fazer uma turnê pelo mundo. 

– Existe algum ato que você mais goste? Talvez seja a parte em que você esteja pendurada sozinha com seu violão… 

Sim. Acho que a parte que mais gostei ultimamente é quando canto uma versão acústica de “Wide Awake” e ouço as pessoas cantarem mais alto que eu.

– Quando um show tem um produção tão complexa e com tantos detalhes, quantos shows são necessários para que se possa realmente relaxar a aproveitar o que está acontecendo? 

Essa é uma ótima questão! A verdade é que levam cerca de 20 shows para que eu realmente relaxe e desfrute de tudo, ou talvez mais! Eu lhe digo que acabamos de fazer 52 shows e somente por volta do 30º show me senti realmente ótima. A essa altura, eu poderia fazer um show inteiro enquanto dormia, mas prometo que não vou te fazer dormir (risos). Passar por uma turnê as vezes é um grande esforço, e todas as noites você tem que entrar no ritmo e encontrar o clima novamente. 

– Quando uma nova leg começa, você aproveita para fazer mudanças e ajustes? 

Às vezes temos que fazer mudanças de acordo com o que pode ser levado ao redor do mundo. Há coisas que eu digo e faço nos Estados Unidos que são muito locais e talvez não sejam tão bem entendidas em outras línguas, então tirei algumas coisas e adicionei outras. E com sorte teremos novos figurinos, o que me anima muito. 

– Quando você começou a ter as primeiras ideias? 

Começamos a turnê em setembro, acho que começamos a preparar os primeiros detalhes artísticos em abril, mas já estávamos tendo as primeiras ideias no início do ano passado. Estamos sempre planejando coisas com oito ou dez meses de antecedência, e devo admitir que é engraçado ouvir os fãs sul-americanos dizendo “Não nos deixe de fora!”. Honestamente, eu nunca deixaria eles fora de uma turnê, porque sei o quanto é importante para eles. Mas às vezes eu tenho que esperar um pouco até que faça o anúncio e confirme a minha ida.

– Você já estava pensando nas apresentações ao vivo enquanto gravava o álbum ou não entrou nisso até o álbum terminar? 

Sim, penso nisso, embora só depois eu mergulhe inteiramente no pensamento das músicas que farei ao vivo, depois de ver como elas foram finalmente gravadas e como elas soam. Eu sei que vou fazer turnês a vida inteira, adoro fazer shows e acho que é uma ótima maneira de se conectar com as pessoas. Mas enquanto estou gravando penso mais sobre as músicas e os clipes do que na turnê. Tudo tem seu momento. 

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– Como você encontrou um pedaço de “What Have You Done To Me Lately” da Janet Jackson, em “Bon Appetit”?

Tenho um diretor musical incrível, em que confio muito e ele sabe que eu gosto de incluir referências musicas do passado. Ele teve a ideia e nós a incluímos em um show especial que fizemos durante a divulgação do álbum. Foi realmente bom e ele me apresentou como uma opção dentro de “Bon Appetit” para a turnê. Eu amo a Janet e a produção que Jimmy Jam e Terry Lewis fizeram, que até se apresentaram ao vivo com ela. E se você prestar atenção, verá que a coreografia que fazemos é uma referência direta à que eles fizeram em seus shows.

– Essa música foi muito famosa por ser pioneira em falar sobre questões de empoderamento feminino…

Não consegui ouvir esse álbum completo e sei que perdi décadas de cultura pop. Minha biblioteca está cheia de coisas que ainda tenho que ouvir! Mas apoio plenamente as questões de igualdade de gênero e de empoderamento. 

– Você vai ser jurada na nova temporada do “American Idol”, que começa no próximo mês. O que você gosta sobre o programa e porque aceitou? 

Houve um bom “timing”, foi um momento ideal para finalmente aceitar a oportunidade de fazê-lo. É algo que eu pensei por anos e há alguns anos até fui jurada convidada. Eu gosto porque é uma maneira de dar algo de volta às pessoas e usar minhas habilidade de tutoria. Estou muito inspirada pelas histórias por trás de cada participante, de onde ele vêm, seus sonhos e o quão difícil eles trabalham para aperfeiçoar seu talento. Então também aprendi muito com eles e é realmente uma troca muito bonita.

– De 8 a 12 de junho do ano passado, Katy Perry transmitiu o evento ‘Witness World Wide’, em uma transmissão do Youtube por 4 dias seguidos.

Eu sabia que queria fazer algo super diferente. Era uma ideia estranha e imensa, que ninguém havia feito antes. Eu queria viver em uma casa com transmissão ao vivo, 24 horas por dia. Todos puderam testemunhar o bom, o ruim, o lindo e o feio. Convidei pessoas muito relevantes em tudo o que penso que é importante no que está acontecendo no mundo de hoje. A razão pela qual nomeei meu álbum de ‘Witness’ é porque todos no mundo são testemunhas, todos observamos a vida, participando ativamente ou simplesmente assistindo de casa. Todos somos parte do mundo e espero que Witness World Wide tenha contribuído para sermos testemunhas ativas. Eu sou realista sobre o estado do mundo, mas sem dúvida também sou otimista. Espero que venha uma verdadeira mudança e não complacência. Nós tempos que mudar. Nós devemos agitar um pouco. 

– Ainda sobre o American Idol, Katy recebeu 25 milhões de dólares, sendo a jurada mais bem paga da TV Americana. 

Estou muito orgulhosa por ser uma mulher e cobrar esse valor, porque é mais do que qualquer jurado masculino já recebeu. Por sinal, quero dizer que adoro homens, então sou uma mulher assalariada e estou pronta para um homem bonito. 

Estou interessada na capacidade do programa de alcançar adolescentes que sempre me inspiram. Meninas adolescentes podem salvar o mundo! Isso foi algo que vi durante a campanha presidencial com Hillary e essa ideia continua me dando muita fé no futuro. 

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